
Que tipo de gente deixa de olhar o céu,
Quando o azul é mais convidativo
E o sol é mais companheiro,
Para baixar os olhos e, alheio ao tempo,
Enfileirar palavras no papel?
Há de ser esse tipo de gente meditativa
Que não pode ver o azul sem pensar
No quanto ele provoca os dedos
E pede para ser narrado em detalhes,
Ainda que ninguém venha a ler a narrativa.
É, sem dúvida, essa estranha linhagem
Que não sente o sol afagar a pele,
Senão para narrar depois o afago,
No afã de fazê-lo durar para sempre
Em suas figuras de linguagem.
É essa gente que faz da arte sua guia,
Insistindo em confundir vida e obra,
Essa sempre sobressaltada gente
Que transmuta sua vida em versos
E diz que vive para a Poesia.
Quando o azul é mais convidativo
E o sol é mais companheiro,
Para baixar os olhos e, alheio ao tempo,
Enfileirar palavras no papel?
Há de ser esse tipo de gente meditativa
Que não pode ver o azul sem pensar
No quanto ele provoca os dedos
E pede para ser narrado em detalhes,
Ainda que ninguém venha a ler a narrativa.
É, sem dúvida, essa estranha linhagem
Que não sente o sol afagar a pele,
Senão para narrar depois o afago,
No afã de fazê-lo durar para sempre
Em suas figuras de linguagem.
É essa gente que faz da arte sua guia,
Insistindo em confundir vida e obra,
Essa sempre sobressaltada gente
Que transmuta sua vida em versos
E diz que vive para a Poesia.
Imagem: Willy Ronis
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