
Se é para todos incerta a hora final,
Como ensina o ditado antigo,
Pode ser que haja amigos queridos
Que não mais encontrarei
E adversários tremendos, quem sabe,
Cuja perfídia já não poderá alançar-me.
Também há de haver ruas sujas e feias
Que jamais haverei de percorrrer de novo
E paisagens bucólicas, amenas e doces,
Aonde meus pés não mais irão.
Sendo assim, desde já abro os braços
Num largo e franco abraço de partida.
Paisagens e pessoas que aprendi a amar,
Lugares e gente que detesto com toda a força,
Recebei o aceno de adeus deste viajante,
Que espera ser lembrado pelos que ficarem
Não por feitos heroicos, que não os tem,
Mas simplesmente por ser aquele
Que se lembrou de acenar-vos,
Despedindo-se, sem pressa, desta vida.
Como ensina o ditado antigo,
Pode ser que haja amigos queridos
Que não mais encontrarei
E adversários tremendos, quem sabe,
Cuja perfídia já não poderá alançar-me.
Também há de haver ruas sujas e feias
Que jamais haverei de percorrrer de novo
E paisagens bucólicas, amenas e doces,
Aonde meus pés não mais irão.
Sendo assim, desde já abro os braços
Num largo e franco abraço de partida.
Paisagens e pessoas que aprendi a amar,
Lugares e gente que detesto com toda a força,
Recebei o aceno de adeus deste viajante,
Que espera ser lembrado pelos que ficarem
Não por feitos heroicos, que não os tem,
Mas simplesmente por ser aquele
Que se lembrou de acenar-vos,
Despedindo-se, sem pressa, desta vida.
Imagem: Clemens Kalischer


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