sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Transbordamentos

Há quem diga, no meu círculo de amigos, que comportamentos iguais ao meu caminham rápido para se transformar naquilo que usualmente se qualifica como uma afeição além do normal pelas bebidas inspiradas por Baco. Peço vênia para discordar. Até agora, não cheguei atrasado a nenhum dia de trabalho e não deixei de cumprir com nenhuma meta profissional que fixei para mim mesmo. E nunca me neguei a olhar de frente o rosto muitas vezes duro da realidade. De resto, o que faço nos meus momentos de lazer é coisa que reflete o que sinto. O vinho não é causa e sim consequência. Não tenho culpa se a realidade me parece, por vezes, absolutamente poética e me inspira, como o faria uma musa. E não posso ser responsabilizado pelo fato de Baco, e suas criações, me guiarem nos momentos em que aceito a provocação lírica do mundo.

3 comentários:

Letícia Palmeira disse...

Eu diria a mesma coisa...

"Não tenho culpa se a realidade me parece, por vezes, absolutamente poética e me inspira."

É isso.

Até mais, Márcio.

Mai disse...

Adoro esses teus blues etílicos.
E me embriago em tua escrita, professor.

beijos

Mai disse...

Ah! E foi dos braços de Morfeu e de Baco que acordei - hoje - com uma baita dor de cabeça.

um abraço, um sorriso e uma neosaldina.