sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

As montanhas e os homens

Para o alto
O montanhista reincidente que habita em mim planejou uma excursão ao morro onde ficam as antenas de TV de minha cidade. Se os apreciadores de ervas e os fazedores de acampamento carnavalesco não estiverem no caminho, vou encarar a subida no domingo ou na segunda-feira pela manhã e ficarei alguns instantes lá em cima para sentir o vento no rosto.
Enquanto ia separando objetos para levar durante a excursão — incluindo o meu novo canivete automático, atualmente o ser do qual mais tenho ciúmes sobre a face da Terra —, sofri nova crise aguda do meu Transtorno da Classificação Compulsiva (TCC).
Desta vez me veio à mente a idéia de que existem apenas dois tipos de pessoas: as que sobem morros e escalam montanhas para ter o gosto de olhar tudo de cima, mesmo que por breves minutos, e as que fazem a subida já sabendo que ninguém pode morar nos picos, o que explica o fato de eles serem vazios e áridos.

3 comentários:

Mai disse...

A minha 'sobriedade' é insuportavelmente insubmissa aos 'surtos' da louca-alpinista que habita em mim. (essa spropriação não é plágio, é?)

Mas eu vou me arriscar a falar 'seriamente' contigo sem querer ser politicamente incorreta porque o assunto, afinal, fez vítima, um 'Padre'.

Márcio sobe a montanha e desce igualmente a pé.
Não inenta de voar de balão igual aquele padre que sumiu.

Não me controlo quando lembro daquilo.
Leva o GPS, pelo amor de Deus e antes, checa se sabes operar aquela 'bosta'.

beijos.

Marcelo Maluf disse...

Olá Márcio, gracias por visitar o meu labirinto!!! Ainda não conhecia o seu viver e contar!!! Adorei o teu espaço e as tuas crônicas, idéias e sonhos!!! Fantástico!!! Vou linkar ao labirinto!!! E passearei por aqui outras vezes, é certo! Abraço imenso!!!
Marcelo

mariza disse...

Márcio,

que coisa boa sentir o vento lá de cima. e estar um pouquinho mais próximo das nuvens. lamentavelmente, muitas são as classificações que podemos detectar a partir de certas escolhas, especialmente, quando não nos dispomos a sonhar. mas isso é coisa do ser humano, sempre tão complicado e indisposto.
certamente, a decisão de subir a montanha, acompanhada de sua boa diposição, é a melhor pedida para dias de barulho e confusão.
que o vento te seja um bom guia.