quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

A importância de não ser ouvido


Acho difícil admitir tal coisa aqui, de público, por menor e mais compreensivo que seja esse público. Mas devo fazê-lo por honestidade. Embora eu não saiba como isso ocorreu, nem o que significa exatamente, muito menos que consequências poderá trazer à minha vida, e apesar de tal coisa me provocar certo estranhamento, até mesmo algumas sérias dúvidas sobre mim mesmo, cumpro o doloroso dever de informar aos frequentadores deste espaço virtual que tenho conversado sozinho. Sim, sozinho...
Não se trata daquele monólogo que se desenrola mentalmente e funciona como um meio natural de organizarmos idéias e sentimentos por meio da linguagem. Antes fosse. O que eu tenho feito é falar em alto e bom som, às vezes sobre o cotidiano, outras sobre minhas opiniões ideológicas, políticas e estéticas. Tem havido até mesmo ocasiões em que gesticulo diante das paredes da minha casa como se procurasse saber a opinião delas a respeito de assuntos polêmicos. Felizmente ainda não obtive resposta.

1 comentários:

Mari disse...

Olá Márcio,

Querido... Li Rui Castro
ainda na faculdade, mas não
lembro muito dele. Vou pro
curar ler sua sugestão...
Então, amo esse vídeo, e
não queria perder essas belas palavras, ditas por um amigo
de uma foto minha tirada aqui em Lisboa.
Um abraço e um ano maravilhoso para vc.